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Resenha: Uma Segunda Chance – Susan Wilson

24 Ago

 Edição: 1

Editora: Sextante

ISBN: 9788575426395

Ano: 2011

Páginas: 235

Tradutor: Regina Lyra

 Skoob: Livro

 Sinopse: Adam March teve uma infância sofrida. Abandonado pelo pai e pela irmã antes de completar 6 anos, ele cresceu sozinho e, com muito esforço, construiu uma brilhante trajetória pessoal e profissional. Aos 46 anos, era um empresário rico, bem-sucedido e com planos ambiciosos. Um dia, porém, seu passado volta para assombrá-lo de forma inesperada. Sua assistente, Sophie, lhe deixa um bilhete: “Sua irmã ligou.” Três palavras simples mas capazes de tirá-lo do sério e provocar um colapso nervoso. Descontrolado, Adam agride Sophie e esse gesto impensado o faz perder tudo o que conquistara com tanto esforço – a carreira promissora, o casamento estável, o respeito nos círculos sociais. Agora, morando sozinho num bairro pobre, entregue à solidão e ao álcool, Adam passa os dias servindo comida em um abrigo para os sem-teto. Sua nova realidade o leva a refletir sobre as escolhas que fez e o preço que teve de pagar por se transformar num homem arrogante e preconceituoso. É nessas circunstâncias que conhece Chance, um cão de briga que, assim como Adam, fora endurecido pela vida.

Quando a vida tira tudo o que você tem, a salvação pode estar onde menos se espera.

Você já pegou um livro para ler, sem ao menos saber do que se trata? Então, essa é a minha estória com Uma Segunda Chance. Durante a minha leitura, fui fazendo históricos no skoob, para eu poder deixar gravado, tudo o que eu senti.

O começo do livro é bem confuso, porque temos que nos acostumar com a idéia de que seremos expostos aos pensamentos de um cão. Quem aqui, que teve ou tem um animal de estimação, gostaria de saber o que seu filho pensa? Bom é claro que Chance não fala, só os padronizados, Au Au. Mas seria incríveil você poder saber se está agradando seu melhor amigo não é? rs

Bom, Uma Segunda Chance, é um livro curto, apenas 235 página, se você tiver tempo, coisa que eu não tenho pode lê-lo em no máximo dois dias. E como vocês viram na Sinopse, ele retrata a estória de vida de Adam e Chance, dois lutadores, endurecidos pela vida, lutando a cada dia, por um novo dia. Eu costumo ler o livro inteiro e depois a Sinopse no livro, rs sei lá é um costume louco, mas sou assim, então só descobri o nome do cão, na metade do livro, porque na sinopse eles dizem, mas como não a li. No livro o nome de Chance é pronunciado somente quando Adam o conhece, então como eu não li a Sinopse, antes rs fiquei o tempo todo tentando adivinhar.

Bom, como eu ia dizendo, o livro conta a estória desses lutadores. Adam, após o terrível incidente com sua secretária, perde tudo o que ele considerava precioso, com seu passado esquecido e seu orgulho e preconceito soberanos, ele mergulha cada vez mais fundo em um poço de solidão, poderíamos tratar melhor como Depressão, com uma rotina diária, cumprindo obrigatoriamente cada horário, Adam não vê a hora de sua sentença acabar, não aguenta prestar serviço comunitário, não aguenta o cheiro dos mendigos que ele serve, não aguenta a própria vida. Chance, por outo lado, um lutador nato, batalha todos os dias, em uma arena improvisada, do lado oposto do porão ao que ele descansava. Ele luta, por comida e sobrevivência. Nunca recebeu afeto, portanto nunca precisou e nem soube ser afetuoso, ele só precisa de uma grande oportunidade para fugir dali e ele conseguiu. Novato na rua, Chance foi atrás de Seu Mentor, para ajudá-lo a sobreviver na rua, ele só não esperava que a liberdade fosse tão difícil quanto as lutas. Ferido, machucado, com fome e principalmente com sede, da última batalha, Chance vai parar na última jaula, no corredor de um abrigo. E isso significava fim da linha.

Juntos, Adam e Chance vão descobrir o poder da confiança, da amizade e do amor. Por meio da improvável relação que nasce entre eles, ambos recebem uma segunda chance. O cão tem a oportunidade de continuar vivo e Adam, de recuperar sua humanidade. Uma segunda chance fala de perdas e fracassos, de perdão e redenção. Susan Wilson aborda de forma leve e divertida nossa necessidade intrínseca de dar e receber amor.

Uma estória envolvente, onde fracassos pessoais, nos fazem construir uma fortaleza inabalável, ou até um novo cãozinho chegar á sua casa, seja ele um Poodle ou um Pit Bull. Você vai se apaixonar por esse Pit Bull com meia-orelha e talvez até queira quebrar alguns tabus. Eu chorei no final do livro, porque é impossível você não se envolver em uma estória tão bem amarrada, tão bem narrada, é incrível como um cachorro pode nos conquistar tão de repente e quando se vai, nos arrasa e acaba com as nossas vidas, eu tenho uma cadela e cada vez me apaixono mais pelos cachorros *-*

(…)

– Não é que lhe falte senso de moral. Suponho que o tenha. Apesar de o advogado da outra parte alegar que você é um pisicopata, você não é. Mas seu senso de moral está equivocado. Você está perdido. Está precisando de um pouco de humildade e acho que sei como lhe fornecer isso. Página 39

(…)

– Gostava do meu novo trabalho, que era consolar os homens de rua e fazer dupla com meu humano no jogo da bola de tênis. Simplesmente não conseguia me ver de volta ao ringue. Passei de lutador a pacifista. Admito isso com uma pontinha de vergonha, mas a verdade nem sempre é bela. Um dia fui poderoso e temido. Agora sou amado. Algo muito mais importante. Página 196

Susan WilsonO livro é muito bom, com uma leitura leve  e gostosa, com a narrativa sensitiva e indescritivelmente inteligente.

Obs:No começo do livro, eu não conseguia enxergar Adam como Ser Humano, somente como o tal executivo, poderoso e opressivo. Só quando o conheci melhor que pude até ousar imaginá-lo usando moleton, ou até mesmo uma bermuda. Acho que isso demonstra a intensidade e a transformação do personagem.

Numa época em que o homem só dispunha do céu e das estrelas para se orientar, o Sextante era uma ferramenta fundamental para se atingir o destino desejado. Observando através do Sextante, o navegador se norteava, medindo a distância entre os astros e o horizonte. Foi por essa razão que escolhemos o nome Sextante para nossa editora, fundada em 1998.

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